terça-feira, 19 de abril de 2011

Crônicas - Parte 1

Caos. Trânsito. Poluição. Loucura. Correria. Cinza. Arranha-céus. Asfalto. Enchentes. Violência. Medo.

Pessoas. Culturas, raças, rostos, gostos diferentes. Uma cidade vibrante, pulsante, que não dorme nunca. Um pedaço do mundo - representado pelos seus mais de 11 milhões de habitantes.

Às vezes uma amostra do inferno na Terra. Outras, uma prévia do Paraíso. Essa é São Paulo. A minha amada, misteriosa, gigante, maluca, assustadora, surpreendente e acolhedora São Paulo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um ano.

Há exatamente um ano você entrava, de forma definitiva e irrevogável, na minha vida. Como passou rápido, não? Parece que foi ontem...

Lembro da toda a tensão, descrença, medo, insegurança, surpresa e felicidade que senti naquela noite. Foi tão inesperado, tão surpreendente que às vezes parece que tudo não passou de um delírio meu. Só me acostumei com a idéia muito tempo depois. E bota tempo nisso!

Acredito que nada acontece por acaso. Se você entrou na minha vida dessa maneira 'tão peculiar', é porque tinha que ser assim. Tinha que acontecer exatamente da maneira que aconteceu - em todos os sentidos. Talvez se eu tivesse agido de outra forma não estaríamos aqui, um ano depois. Muita gente no meu lugar agiria diferente. Muita gente, com certeza, diria que eu desperdicei a 'minha grande chance'. Muita gente daria um braço ou uma perna para estar no meu lugar naquela noite. Mas comigo foi diferente: não me arrependo de nada, de nenhum momento, nenhuma atitude (ou a falta dela) ou coisa que fiz naquela noite.Foi especial justamente porque aconteceu daquela maneira.

Você poderia ter tido muitas posturas diante do que aconteceu. Eu nem sabia o que esperar, mas, com certeza absoluta, jamais esperei me surpreender tão positivamente. Você agiu como um verdadeiro príncipe - daí o seu apelido. Não me julgou, não se ofendeu, não fingiu que nada tinha acontecido. Simplesmente me abraçou e disse para eu não me preocupar. Daí para me apaixonar foi um pulo. Meu Deus, como eu sofri nesse período, nossa... Como eu chorei, me desesperei, senti o coração aos pedaços... Foi muito complicado, muito dolorido. Mas com o tempo, a sua preocupação, atenção e carinho, superei. Hoje posso afirmar, com certeza, que estou muito bem e com o coração em paz.

Talvez você nunca entenda, de verdade, o quanto é importante e especial na minha vida. Talvez não tenha idéia do tamanho do amor, carinho, preocupação, admiração, orgulho que sinto aqui dentro. Talvez não saiba que me preocupo em saber se está tudo bem, se já se alimentou, se está se cuidando, se está dormindo direito...Mas não tem problema. Sinto-me honrada apenas de tê-lo em minha vida. Isso, por si só, já faz toda a diferença do mundo.

Obrigada por tudo. Pelo carinho e atenção de sempre, pelos sorrisos tão verdadeiros, pelas conversas, pelas bobagens (e quantas!), pela torcida, pelos elogios, pelos momentos felizes e únicos que só você me proporciona. Que venham mais anos, príncipe!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Volta por cima

Sabe aquela sensação de alívio que você sente ao constatar que, mesmo depois de tanto sofrer e de tanto se machucar, conseguiu se libertar daquele sentimento que te sufocava? Pois bem. Depois de alguns meses de coração partido e de muitas lágrimas, pude ter essa sensação no último fim de semana. 


Vê-lo ainda me provoca certos arrepios na espinha e faz o coração dar aquela aceleradinha básica. Mas não dói mais. E nem dá aquela sensação de profundo vazio quando você vai dormir. Acho que depois que tu aprende a separar sentimento de atração física (e olha que deu um trabalho danado!), a coisa fica mais fácil. Hoje eu sei disso. Mas penei muito para superar essa situação toda - foram muitas noites mal-dormidas, muitos choros no travesseiro, muito medo de não conseguir esquecer. Entretanto, como diria minha querida mãe, nada como um dia após o outro. O tempo sempre ajuda a curar as feridas!


O lado bom de tudo isso? Comprovar que ele é realmente um Príncipe, com P maiúsculo. Um cara do bem, que se preocupou comigo desde o início - mesmo sem ter culpa de nada - , que me deu força para ir atrás da minha felicidade e que, mesmo hoje, depois de tudo superado, não 'me abandonou'  nem mudou o seu jeito em relação a mim. Descobri um cara bacana, um amigo querido - mesmo quando ele faz umas observações, perguntas e/ou elogios que me deixam sem a menor reação. Um cara meio doido, mulherengo, safadinho (!), mas de um coração e bondade enormes. E isso para mim não tem preço! 


Sei que mais cedo ou mais tarde você vai acabar lendo esse post. Então, para que não reste dúvida: eu estou bem. De verdade mesmo. Aprendi contigo que, por mais que queiramos algo, se não for para ser, não será. Temos mais é que gostar de quem gosta da gente! Tenha a certeza de que torço muito para que encontre alguém que te faça feliz, da maneira que você merece. Uma hora a sortuda aparece, pode escrever!




PS.: Fique tranquilo: você continuará sendo o princípe mais gato, sexy e gostoso do mundo para mim, tá? Afinal, eu tenho um puta mal gosto! haha... 


Te amo.

domingo, 20 de março de 2011

Desabafo

O mundo tem me cansado muito ultimamente. É tanta violência, tanto preconceito babaca, tanta intolerância, falso moralismo, hipocrisia, falta de respeito... Tanta gente sem nada na cabeça, sem nenhum ideal para acreditar e defender... Está difícil, muito difícil.

Você sai para trabalhar ou estudar e não sabe se vai voltar vivo para casa. Não existe mais lugar seguro; shopping, restaurante, banco, escola, loja, supermercado, qualquer lugar - seja na Zona Sul ou na Zona Leste – oferece riscos. Não há mais exceção. Bom, se nem em casa estamos a salvo, imaginem na rua...

Além desse tipo de violência (a armada), outro tipo dela também vem crescendo e se espalhando de uma maneira absurda e perigosa: aquela violência vinda através da intolerância, do preconceito, da discriminação (seja ela racial, sexual, religiosa e/ou social). Hoje nego mata por qualquer briguinha ou por mero desentendimento.  Você me fechou no trânsito? Bala! Me olhou torto na rua? Bala! Gosta de uma banda X ou torce para o time rival? Bala! É homossexual? Bala! Cara, aonde é que nós vamos parar? Isso tudo vale realmente a pena? Será que não é mais permitido cada um ter suas preferências e ser feliz e, acima de tudo, respeitado por isso?

A tão sonhada ‘liberdade’ é algo cada dia mais distante e tem seu preço para ser alcançada. Estamos cada vez mais enterrados em nossas ‘bolhas particulares’.  Se não nos trancamos em casa com medo de sermos seqüestrados ou assaltados - e assim corremos o risco disso de fato acontecer- também não temos coragem de sair por aí com a camisa do nosso time do coração ou temos vergonha de assumir que gostamos sim daquela banda que todos acham ruim. E o medo de sofrer algum tipo de represália? Meu Deus, isso lá é vida para alguém?

Sabe o que falta no mundo? Amor. Tolerância. Respeito. No dia em que o ser humano for capaz de amar, tolerar e respeitar, o mundo será bem diferente. Espero que o mundo se dê conta disso antes que seja tarde demais... 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

'O amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência. É assim que é o amor. E é assim que eu te amo. Sem entender nada. Mas imaginando tudo.'




Frase tirada da novela 'A lua me disse', exibida pela Rede Globo em 2005. Cena inesquecível do incrível Wagner Moura e a talentosa Adriana Esteves (o casal Heloísa e Gustavo).