quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Brasil é realmente uma piada. E de péssimo gosto!

Li hoje na internet que as contas dos integrantes do grupo de comédia 'Cia. Melhores do Mundo' haviam sido bloqueadas judicialmente depois de uma piada envolvendo uma Universidade. WTF???

Ao que tudo indica, a Universidade Tiradentes (UNIT), de Aracaju/SE, acionou a Justiça após ter sido citada (de maneira a prejudicar a imagem da instituição e aumentar a bilheteria do espetáculo, segundo seus advogados) numa das apresentações do grupo em 2007. A faculdade teria pedido R$200.000,00 de indenização por danos morais, mas a juíza Bethzamara Rocha Macedo considerou o valor abusivo e determinou a multa em R$ 10.000,00. Como o pagamento não foi efetuado no prazo estipulado, ela mandou bloquear a conta de oito integrantes do grupo. Que beleza, não?

O Brasil é um país tido como bem-humorado, mas prova, cada vez mais, o quanto é ultrapassado e hipócrita. É justo condenar uma piada e deixar solta toda essa corja lá de Brasília? É justo bloquear contas e deixar o Renan Calheiros (logo ele!) como membro do Conselho de Ética do Senado? Isso, por si só, já é piada. E das boas!

Não estou aqui para discutir se humor tem limite ou não - até porque isso já é outra história e renderia uma discussão bem polêmica. Na minha opinião, humor tem que ter limite sim (como tudo na vida), mas não é todo mundo que concorda com isso - e, enfim, cada um tem sua própria opinião a respeito. Nego quer fazer piada, zoar, tirar um sarro? Tudo bem, faça do jeito que quiser – afinal, estamos numa democracia, não é mesmo? Mas acho que tem que agüentar o tranco se alguém se sentir prejudicado e resolver acionar a Justiça. Ué Bia, mas você não acabou de dizer que achou um absurdo essa história de bloquear contas? Sim, achei e continuo achando. O que quero dizer é que tudo, sempre, tem dois lados. Da mesma maneira que o cara se acha no direito de fazer piada de determinada pessoa, lugar, acontecimento e etc, a pessoa, a instituição e o que quer que seja, pode se sentir no direito de reclamar. Claro que há casos e casos, situações e situações. Mas toda ação gera uma reação. Simples assim.

Neste caso específico acho que não houve intenção real de prejudicar a tal Universidade. Foi piada pela piada mesmo. Acontece que nem sempre é assim. Tem gente que se esconde sob o pretexto do humor para humilhar, espezinhar, diminuir os outros. E o que tem de gente babaca nesse meio não tá escrito! É nessas horas que o bom senso deve prevalecer.

O que me deixa mais indignada nisso tudo é que, para algumas coisas, a Justiça neste país anda que é uma beleza. Para outras é como se ela nem existisse. Até quando, Brasil?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Obrigada.

Grazy, Marina, Dri, Marsh, Luís, Carol, Felipe, Pri, Camis, Fefa, Jé, Aninha.

Pessoas especiais e importantes, cada um à sua maneira - uns há mais tempo, outros chegando agora. Muito obrigada por tudo nas últimas semanas. Vocês são muito queridos. Achei que deviam saber disso...

Um beijo.

sábado, 23 de abril de 2011

Pessoas que me surpreendem

Em casa, em pleno sábado à noite. É dessa forma triste e degradante (e também muito exagerada) que começo o meu post. Enfim, depois desse rápido desabafo, vamos ao que interessa. Hoje tô aqui para falar de pessoas que me surpreendem – e, neste caso, de alguém que, há muito, vem mudando os meus conceitos. Jamais pensei que esse dia chegaria!



Por uma questão de ‘bom senso’ não citarei nomes. Talvez algumas pessoas descubram de quem se trata (quem me conhece um pouco vai sacar quem é), mas como tem muita gente fofoqueira e desocupada neste mundo, melhor não facilitar.


Eu nunca fui muito com a cara dele, desde o começo. Achava ele meio idiota, meio panacão. E grosso, muito grosso. Isso só piorou depois de um episódio infeliz que rolou há mais ou menos um ano e meio atrás. Minha vontade, na hora, era socar cada centímetro daquela pessoa de mais de 2 metros de altura – e, se tratando de uma das pessoas que eu mais amo no mundo, eu realmente fiquei muito brava. Mas como tudo na vida acontece de maneira maluca e inesperada, me vi contando esse pequeno incidente para o próprio (como eu jurei que faria quando tivesse oportunidade). Ele não só ficou sem graça, como prometeu que se retrataria com a pessoa. Onze meses depois do ocorrido ele se desculpou da maneira mais fofa do mundo. Nunca vi a Fefa daquele jeito; parecia não caber em si de tanta felicidade. Mal sabia ele o tamanho da alegria que havia proporcionado – não só a ela, mas a mim também.


De lá pra cá meu conceito acerca dele mudou muito. Parei para analisar uma série de coisas e me dei conta de que ele não era assim tão horrível e detestável. Muito pelo contrário; ele é um cara extremamente tímido, que se utiliza de alguns artifícios, tais como o humor ácido e capacidade de me deixar sempre sem graça, para driblar essa timidez. No fundo ele é só uma criança grande. Um cara carinhoso, extremamente talentoso, bonito (e isso não é uma cantada barata, é apenas uma constatação), corajoso e polêmico, querido por muitos e detestado por muitos outros. Um cara que me surpreende pelo bom senso (sim, às vezes ele tem bom senso!), pelas idéias que defende e por falar aquilo que todo mundo tem vontade, mas não tem coragem de dizer. Um cara que me fez chorar horrores lendo um post antigo e que faz da minha irmã a pessoa mais feliz do mundo quando se encontram. Nessa história toda o que mais me surpreende é o fato dele não se utilizar de suas tragédias pessoais (que não foram poucas) para se dar bem. No momento mais difícil da sua vida ele teve forças para ir atrás daquilo que acreditava e queria ter como profissão. Hoje está aí, consagrado como um dos melhores na sua área. E com todo o mérito, diga-se de passagem.

Apesar de eu não concordar com um monte de atitudes que ele toma (e tem muita coisa que eu simplesmente não entendo), de não gostar de dar meu braço a torcer e da gente se tratar de uma maneira um tanto quanto peculiar (não conseguimos agir como duas pessoas normais nas vezes que nos encontramos; sempre sai alguma faísca), não tenho vergonha de admitir que acho ele um gênio. Um gênio por vezes sem noção e sem limites, mas ainda assim um gênio. E um gênio que vai longe, muito longe. Seu caminho está apenas começando.


PS.: Certa vez ele me disse que eu não gostava dele. Aliás, ele adora jogar isso na minha cara toda vez que nos encontramos. Só digo uma coisa: a gente só implica com quem a gente gosta. Pense nisso.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crônicas - Parte 1

Caos. Trânsito. Poluição. Loucura. Correria. Cinza. Arranha-céus. Asfalto. Enchentes. Violência. Medo.

Pessoas. Culturas, raças, rostos, gostos diferentes. Uma cidade vibrante, pulsante, que não dorme nunca. Um pedaço do mundo - representado pelos seus mais de 11 milhões de habitantes.

Às vezes uma amostra do inferno na Terra. Outras, uma prévia do Paraíso. Essa é São Paulo. A minha amada, misteriosa, gigante, maluca, assustadora, surpreendente e acolhedora São Paulo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um ano.

Há exatamente um ano você entrava, de forma definitiva e irrevogável, na minha vida. Como passou rápido, não? Parece que foi ontem...

Lembro da toda a tensão, descrença, medo, insegurança, surpresa e felicidade que senti naquela noite. Foi tão inesperado, tão surpreendente que às vezes parece que tudo não passou de um delírio meu. Só me acostumei com a idéia muito tempo depois. E bota tempo nisso!

Acredito que nada acontece por acaso. Se você entrou na minha vida dessa maneira 'tão peculiar', é porque tinha que ser assim. Tinha que acontecer exatamente da maneira que aconteceu - em todos os sentidos. Talvez se eu tivesse agido de outra forma não estaríamos aqui, um ano depois. Muita gente no meu lugar agiria diferente. Muita gente, com certeza, diria que eu desperdicei a 'minha grande chance'. Muita gente daria um braço ou uma perna para estar no meu lugar naquela noite. Mas comigo foi diferente: não me arrependo de nada, de nenhum momento, nenhuma atitude (ou a falta dela) ou coisa que fiz naquela noite.Foi especial justamente porque aconteceu daquela maneira.

Você poderia ter tido muitas posturas diante do que aconteceu. Eu nem sabia o que esperar, mas, com certeza absoluta, jamais esperei me surpreender tão positivamente. Você agiu como um verdadeiro príncipe - daí o seu apelido. Não me julgou, não se ofendeu, não fingiu que nada tinha acontecido. Simplesmente me abraçou e disse para eu não me preocupar. Daí para me apaixonar foi um pulo. Meu Deus, como eu sofri nesse período, nossa... Como eu chorei, me desesperei, senti o coração aos pedaços... Foi muito complicado, muito dolorido. Mas com o tempo, a sua preocupação, atenção e carinho, superei. Hoje posso afirmar, com certeza, que estou muito bem e com o coração em paz.

Talvez você nunca entenda, de verdade, o quanto é importante e especial na minha vida. Talvez não tenha idéia do tamanho do amor, carinho, preocupação, admiração, orgulho que sinto aqui dentro. Talvez não saiba que me preocupo em saber se está tudo bem, se já se alimentou, se está se cuidando, se está dormindo direito...Mas não tem problema. Sinto-me honrada apenas de tê-lo em minha vida. Isso, por si só, já faz toda a diferença do mundo.

Obrigada por tudo. Pelo carinho e atenção de sempre, pelos sorrisos tão verdadeiros, pelas conversas, pelas bobagens (e quantas!), pela torcida, pelos elogios, pelos momentos felizes e únicos que só você me proporciona. Que venham mais anos, príncipe!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Amor, o ridículo da vida


'E eu concluí, no repente, que o amor é simplesmente o ridículo da vida.' (RFC)