terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dia do Músico





Músicos não são simples mortais. São seres iluminados, evoluídos, abençoados, especiais. Músicos são artistas.
A capacidade de emocionar, de falar da vida, do amor e de tantas outras milhares de coisas e sentimentos é, no mínimo, fascinante. A idéia de fazer da música a sua própria razão de viver é o que me faz dar tanto valor à essa 'classe'.


Por tudo aquilo de bom que a música representa e por ser ela tão importante na minha vida, aí vai o meu parabéns e o meu muito obrigado a todos vocês (cantores, intérpretes, instrumentistas, maestros, arranjadores, compositores, produtores).


E um beijo especial ao Rafa, Dan, Guilherme, Matsu, Fê. Sou fã de vocês! De verdade.




PS.: Talvez, por amar tanto a música, meu destino seja casar com um músico. Deus queira! rs

terça-feira, 25 de outubro de 2011

E hoje é dia de Rafael Cortez, bebê!

Dia 25/10/2011. Hoje não é só mais um dia comum. Para muitos, hoje é aniversário do golfinho mais querido da TV brasileira. Para mim, hoje é aniversário de uma das pessoas mais importantes da minha vida: Rafael de Faria Cortez. Um cara incrível, de quem sou grande admiradora e por quem tenho um respeito enorme.

Que seu dia seja muito especial, querido. Muita saúde, muitas realizações e muita coragem, sempre. Você sabe o quanto representa na minha vida (e não é pouca coisa!). Te amo.

sábado, 1 de outubro de 2011

Dan Torres, meu príncipe inglês!

Foram sete anos de espera, ingressos comprados com quase três meses de antecedência e uma ansiedade que me consumia de forma inacreditável. E ontem, finalmente, o sonho se realizou: Dan Torres fez seu primeiro show solo aqui em São Paulo.

Lembro-me bem quando o ouvi pela primeira vez: era 2004, eu tinha 15 anos, ele participava do Fama 3 e a música era ‘Condição’ do Lulu Santos. Foi paixão à primeira ouvida – ainda mais porque nessa época ele ainda tinha um sotaque fortíssimo, o que, por si só, dava um charme todo especial à interpretação da música. Daí em diante virei fã dessa pessoa fantástica que ele é – e quem o conhece pessoalmente sabe do que estou falando. É tanta simplicidade e simpatia que quase não dá para acreditar. Isso fora a atenção, o carinho e a preocupação com seu público.

A música tem um papel fundamental na minha vida desde que me entendo por gente. Gosto de muita coisa, ouço diversos estilos musicais, conheço e até sou colega de alguns músicos e cantores, mas com o Dan é diferente. Poucas pessoas me emocionam tanto - musicalmente falando - como ele (e nessa lista incluo Maria e Rafael). Não é um sentimento que dê para explicar ou dimensionar; simplesmente sinto e isso me faz um bem enorme. Viver de música nesse país em que qualquer porcaria é classificada como ‘música’ é uma verdadeira arte. Não se render às exigências do mercado fonográfico, batalhar oportunidades, acreditar, não desistir mesmo com tantos e inúmeros obstáculos não é para qualquer um. Por tudo isso, por acreditar e tornar o sonho realidade é que ele tem todo o meu carinho e a minha admiração.

O show de ontem teve um significado muito especial para mim. Primeiro show solo dele aqui em Sampa (e numa casa conceituada como o Café Paon), lançamento do CD novo, fim de saudades de mais de um ano. E que show, meu Deus! Banda afinadíssima, músicas tocadas e interpretadas perfeitamente, set list irrepreensível. E aproveitando, peço licença aqui para duas pequenas observações. Primeira: as músicas novas foram lindas, mas o que foi ‘Billie Jean’, me diz? Perfeito! Fora as interpretações primorosas de Paul McCartney, Robbie Willians e Eric Clapton. Segunda observação: a estrela da noite era o Dan, mas Guilherme se superou nos solos de guitarra. O cara tava inspirado demais! (Tá, confesso que tenho lá minha 'quedinha' por ele, mas o cara arrasou mesmo! Haha).

Claro que a parte tiete falou alto e tive que ir ao camarim... Tremia tanto que pensei que fosse cair dura - um mico só! Mal consegui tirar uma foto – foram inúmeras tentativas, mas no final deu tudo certo. Os meninos da banda, além de músicos excelentes, são todos muito simpáticos e de um astral incrível. E para mim é assim: não é só o cantor e tal. A banda e seus integrantes fazem toda a diferença. Por isso faço questão, sempre, de cumprimentar cada um deles. Afinal, é um trabalho de equipe. Mesmo ficando só cinco minutos com eles, valeu a pena. Momentos assim não têm preço. 



Fim das contas: noite mágica com música de primeira. Ainda matei as saudades da minha gê querida e tive o imenso prazer de conhecer a Nilza e a Joana, duas fofas. Agradeço a Deus por noites como essa!

E que novembro chegue logo trazendo meu inglês e sua turma para as terras paulistanas de novo!


Dan, meu príncipe!

Gui, Junior e Giovanni - banda incrível!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quem avisa amigo é...

Não sei bem o que anda acontecendo comigo nas últimas semanas. Se num dia estou tomada de uma alegria sem motivo, no outro sou invadida por uma tristeza sem fim. Ando irritada, estressada, mal-humorada, sem paciência, sem vontade de fazer nada – algo como uma TPM que não vai embora ou coisa do tipo. Tenho meus momentos de distração, as bebedeiras com os amigos, infinitas horas com as minhas músicas e, no entanto, nada parece acalmar meu coração. Vivo num estado de permanente agonia e num nível de ansiedade capazes de tirar qualquer mortal do sério - isso fora as insistentes crises de insônia. Falta pouco para surtar de vez!

Não sei ao certo se isso indica alguma mudança próxima, se é só uma fase ou se o meu inferno astral chegou mais cedo esse ano. De todo jeito, só para prevenir, um aviso: mantenha distância.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Felicidade

Pela primeira vez, durante todos esses meses, acho que pude, de fato, conhecê-lo. Nada idealizável, de poucos amigos, simples, desconhecido muitas vezes e mais de papo do que de exposição. Tê-lo inteirinho só para mim, ainda que por algumas horas, foi muito valioso. Cada palavra trocada, cada risada dada, cada bobagem dita, cada conselho recebido, tudo foi de extrema importância. Ter a certeza de que o carinho, o respeito, a torcida e a preocupação são realmente recíprocos, para mim, não tem preço. Acima de tudo, obrigada pela sinceridade - ela assusta um pouco, mas, muitas vezes, me traz de volta à realidade. 


Cada vez mais me orgulho e me sinto privilegiada por tê-lo em minha vida. Obrigada por existir e por iluminar todos os meus dias. Tem gente que passa a vida inteira buscando o que já construímos até aqui - uma relação bacana de confiança e bem-querer mútuos. Uma mistura maluca de amor de amigo, irmão, pai, homem... Não tem jeito; você é e será, para sempre, o grande amor da minha vida. Entender isso e seguir em frente, como graças a Deus tenho conseguido, é a maior prova de que 'já superei'. O sentimento continua forte aqui dentro, mas já não me desespera nem sufoca mais - simplesmente parei de lutar contra o imutável e aceitei o que as circunstâncias me ofereceram. E como têm sido melhor dessa maneira!


A paixão chega e arrasa com tudo. Leva embora a razão, a noção, deixa tudo confuso. O amor não; ele acalma, acolhe, entende, perdoa, renuncia, faz com que você queira ser uma pessoa melhor - em todos os sentidos. Depois daquela paixão platônica e arrebatadora, o que restou foi um amor profundo, bonito, verdadeiro e despido de qualquer pretensão.  É assim que eu te amo: querendo ver você feliz, realizado, pleno - e não exigindo nada em troca.




PS.: Sim, estou em busca da minha redenção...





quinta-feira, 18 de agosto de 2011

E agora, José?


Ele é exatamente aquele meu 'tipo ideal'. Moreno, inteligente, educadíssimo, responsável, bonito, de família, boa cabeça, bom papo. Nos conhecemos no Carnaval de 2009 e a afinidade foi recíproca logo de cara. Por conta da correria, quase nunca nos víamos, mas conversávamos quase todos os dias (santo MSN!). Em pouco tempo criamos uma amizade bacana – até então nunca tinha olhado para ele com outros olhos; era só amizade mesmo. Acho que, pessoalmente, nos vimos mais duas ou três vezes. A vida, doida como sempre, nos afastou por diversos motivos - correrias, desencontros de horários, etc. Mas, apesar da saudade e da distância, ele permaneceu na minha cabeça...

E ela, a vida – imprevisível e surpreendente como ela só – me deu uma alegria inesperada. Reencontrei-o numa balada, há alguns dias atrás. Para minha surpresa, fiquei mais feliz do que seria ‘razoável’ ficar com esse reencontro. Sabe quando o coração dá aquela balançada? Então...  No fim nem nos falamos muito; eu comemorava o aniversário da minha irmã; ele o aniversário de um amigo. O engraçado disso tudo é que eu raramente saio de balada (a Kitsch nem conta mais; faz meses que não apareço por lá) e, que eu saiba, ele também não é nenhum baladeiro de plantão. No entanto, fomos nos reencontrar justamente numa balada. Vai entender!

Agora cá estou eu, pensativa como sempre. Namorando ele não está – claro que já dei aquela checada básica. Se bem que isso não quer dizer nada também. O pior é que não sei o que vai pela cabeça dele (e isso, por si só, já é problema dos grandes). Juro que não estava a fim de me apaixonar, de namorar, me envolver, nada disso. Tava tão bem, puta merda. E agora isso. Faço o quê dessa minha vidinha emocional tão conturbadinha, me diz?


domingo, 7 de agosto de 2011

Grande amor

Eu sempre quis viver um grande amor, aquela coisa de filme e tal. Uma paixão arrebatadora, uma linda história de amor. Já tinha desistido quando ele apareceu. Foi tão de repente, tão sem eu esperar que me pegou totalmente desprevenida. Eu, me apaixonando perdida e irremediavelmente aos 21 anos? Pois é, foi o que aconteceu.

Por uma série de motivos esse grande amor não aconteceu. Talvez não fosse a hora, talvez eu não fosse a pessoa certa para ele, talvez ele não fosse o cara certo para mim, talvez eu tenha 'platonizado' as coisas. Existem muitos ‘talvez’ nessa história. Talvez o maior deles seja, simplesmente, que não era para ser. Fácil assim.

Passei dez meses da minha vida imaginando como seria se tivesse acontecido. Me perguntei milhões de vezes se eu seria capaz de agüentar a loucura de vida que ele leva. Me questionei inúmeras vezes se a nossa diferença de idade (de doze anos) atrapalharia o nosso relacionamento. Refleti se as nossas maneiras de ser, nossas preferências e nossos valores – tão parecidos em alguns aspectos e tão diferentes em outros – não terminaria por sufocar o nosso amor. Não consegui chegar a nenhuma conclusão.

Acho que um grande amor, igual a esse que sinto pelo príncipe, só acontece uma vez na vida. Digo ‘sinto’ porque o sentimento não morreu. Ele continua dentro de mim e vai continuar sempre. Tem coisa que não muda nunca, apenas se adapta às circunstâncias. Costumo dizer que eu não deixei de amá-lo; apenas parei de me iludir. Há uma sutil diferença entre uma coisa e outra.

Tenho certeza absoluta de que nunca vou amar outro homem do jeito que amo ele. É uma coisa inexplicável - provavelmente nem seja coisa dessa vida; vai muito além do aqui e do agora. Sei que muita gente vai dizer que nenhum amor é igual a outro; que cada pessoa é especial à sua maneira. Concordo. Mas sei também que ninguém será tão importante como ele é para mim nem representará tanto na minha vida como ele representa. Às vezes até eu mesmo me assusto com a intensidade desse sentimento; não é fácil lidar com isso dentro do peito. Machuca, sufoca, dá desespero. Mas o tempo têm sido um bom aliado. E me atrevo a dizer que, ainda que com muito esforço, tenho sido vitoriosa nessa batalha.


PS.: Se você ler esse texto, não fique preocupado querido. De verdade. Não tive nenhuma ‘recaída’. É que às vezes botar para fora alivia um pouco. Estou firme no propósito de ser feliz – e sei que posso contar contigo pra isso. Te amo. Para sempre.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Viva (só não sei até quando)...

Escrevendo rápido só pra não dizer que abandonei meu cantinho preferido. Tenho trabalhado tanto (10, 11 horas por dia) que não tenho tempo nem de organizar meus pensamentos. Tô nessa pegada há três semanas e, sinceramente, não sei até quando vou agüentar. É muita loucura. Sumi do Twitter, do Face, daqui... Enfim, o povo até estranhou e veio me perguntar o que estava acontecendo. E posso confessar? Me achei importante! Haha...


A vida me reservou algumas surpresas por esses dias. E para quem estava sozinha, até que eu tô bem enrolada! Dividida em duas, sem saber para que lado ir. Mas já desencanei e vou deixar rolar. Como diria minha querida Maria Gadú, 'deixa estar que o que for para ser vigora'. Na hora certa eu vou saber o que resolver - bom, assim espero! 

De resto tudo certo - aquela mesma loucura e a inquietude de sempre (bem característico de Bia). Com a alma mais leve e com o coração menos afoito - fruto de muita meditação e muita reflexão. E não é que dá pra ser feliz desse jeito? Vivendo e apredendo mesmo...


Beijos!

domingo, 10 de julho de 2011

Constatações

É engraçado se dar conta do quanto a gente muda e amadurece com o tempo. Acho que depois de tanto dar murro em ponta de faca, aprendi a lição. O que antes me entristecia ou me magoava, hoje não faz a menor diferença. O que me tirava o sono e a razão hoje tornou-se pequeno e sem sentido. Sabe quando o encanto se acaba? É por aí... Crises de consciência? Foi-se o tempo!

A duras penas, aprendi uma coisa: o segredo é viver um dia de cada vez.

domingo, 26 de junho de 2011

Mudança

Minha vontade nos últimos meses? Largar tudo, deixar essa loucura, mudar para o Rio, tomar outro rumo na vida. Esquecer tudo aquilo que já passou e que já não importa mais, me desligar de tudo e de todos que não me fazem bem, me desapegar das coisas e dos sentimentos pequenos, amar e me importar com quem realmente valha à pena. Ligar o ‘foda-se’ para tudo aquilo que não vai me fazer crescer e nem vai acrescentar em nada na minha vida, dar valor às pequenas coisas, me entregar de verdade. Parar de achar desculpa para tudo e continuar na mesma. Mudar de ares, pessoas, sentimentos, emoções, valores.

O que falta para isso tudo acontecer? Não sei, talvez coragem ou força de vontade. Mas sinto que esse dia tá cada vez mais próximo e o medo que toma conta de mim é enorme, paralisante. Só não é maior que a vontade de mudar e começar a viver. Viver de verdade.  Afinal, tenho só 22 anos; não quero ver a vida passar e ser uma mera expectadora dela. Quero poder viver tudo da maneira mais intensa e verdadeira possível. Para lá na frente poder contar aos meus netos que sim, eu vivi plenamente. Da maneira que eu quis, quebrando a cara e aprendendo com os erros, amando e sendo amada, enfrentando tudo com coragem e perseverança, acreditando e batalhando pelos meus sonhos.

Falta pouco... Mas eu chego lá.


'Não durma antes de sonhar.'

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pequeno Príncipe

Viciei, não consigo parar de ouvir, de pensar, de lembrar, de me emocionar... É muita luz, muito talento, muita simplicidade, um astral e uma simpatia fora do comum. Um sorriso lindo, que encanta, faz perder o rumo, o chão, as palavras.

Apaixonei? Pequeno Príncipe causando e tumultuando a minha (já conturbada) vidinha... Fudeu cara!



PS.: Meu outro príncipe, o primeiro, tá livre de mim... Mas só por enquanto. É difícil, quase impossível, alguém conseguir roubar o seu posto!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Elegia da Alma

São Paulo, 15/06/2011, TUCA. Lançamento do CD ‘Elegia da Alma’ de Rafael Cortez. Uma noite simplesmente inesquecível.

Foram exatos 34 dias de muita espera, expectativa e ansiedade. Muitas noites mal-dormidas, terríveis insônias, faltas de apetite intercaladas com uma fome insaciável, cabeça que não conseguia focar em nenhum assunto, crises de nervos, orações e mais orações, perda do meu avô materno, viagem-relâmpago para o Rio e uma gripe ferrada que me derrubou desde segunda-feira. Assim foi o meu último mês. Uma mistura explosiva de diversos sentimentos e acontecimentos. Uma verdadeira loucura. E a loucura toda terminou anteontem, da forma mais bonita possível.

Quando desci do táxi em frente ao TUCA, o coração parecia querer sair do peito. O nó na garganta era enorme. Rostos conhecidos começaram a surgir de todos os lados e a expectativa quase sufocava. A ficha só caiu quando você pisou no palco. Aí não deu mesmo para agüentar: as lágrimas vieram incessantes. Sim, você tinha conseguido. O meu Rafa tava lá, realizando um sonho antigo. E eu, sortuda, pude participar desse momento tão especial.

Acho que nunca o vi tão nervoso; a tensão era tanta que parecia palpável. Mas nada disso afetou ou atrapalhou sua brilhante apresentação. As músicas foram executadas com tanto amor, com tanta verdade, com tanto sentimento, que não tinha como não se emocionar e se deixar envolver. O nervosismo inicial deu lugar ao artista tranqüilo e apaixonado por seu violão – em determinados momentos ambos pareciam um só, tamanha sintonia. ‘Naquele Tempo’, ‘Encantada’ e “Elegia da Alma’ me fizeram chorar copiosamente – cada uma por um motivo em especial. A satisfação, o orgulho e a alegria que tomaram conta do meu pequeno coração depois do último acorde é algo que não tenho como dimensionar ou explicar. Ouso apenas afirmar que foi, sem dúvida, uma das emoções mais fortes que já senti na vida.

O abraço que ganhei de ti após a apresentação traduzia tanta coisa que não foi preciso dizer muita coisa. E o não dito daquele momento fica registrado aqui: você é o meu orgulho, Rafael. Um cara corajoso, que não se intimidou diante dos milhares de obstáculos durante esses 7 anos. Um cara que batalhou duro, que não se rendeu às exigências do mercado fonográfico e que bancou, do próprio bolso, o sonho de lançar seu filhote exatamente da maneira que tu queria. O resultado não poderia ser melhor: ‘Elegia da Alma’ é uma obra-prima. As fotos, o encarte, os textos, a apresentação, tudo é muito bem-feito e de extremo bom gosto – aproveito aqui para parabenizar a Verônica. Ela foi essencial na realização desse sonho e é de extrema importância na vida dele. 

É nego, mais uma vitória sua. Mais uma alegria minha. Parabéns, você merece. É uma honra enorme tê-lo como amigo/ídolo. 

É tanta coisa...




















PS.: É sempre difícil ser imparcial quando se trata de qualquer coisa relacionada a você. Mas especificamente neste caso mandei a imparcialidade para o espaço. É muita coisa...Você sabe.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Idiota!

Sinto uma profunda raiva de mim às vezes. De tanto passar nervoso, cheguei à seguinte conclusão: gosto de sofrer. Por que diabos eu fui dar importância a uma coisa tão besta, tão pequena? Por que sou uma idiota.

A questão é simples: ou ele me escreveu para encher o saco (coisa que eu não duvido e até acho certa graça) ou escreveu porque está preocupado comigo (o que não tem nada a ver, uma vez que não há razão para tal). É tão simples e eu fico aqui complicando, imaginando, fazendo mil e uma suposições... Idiota. Mil vezes idiota.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

E a história se repete...

Escrevendo para não enlouquecer. Com os fones no ouvido para não escutar o que a cabeça não pára de martelar. Dormindo cada dia menos - isso quando eu consigo, de fato, dormir. Comendo cada vez mais. Lágrimas? Muitas... Doídas, abundantes, incessantes.



Meus últimos dias não têm sido fáceis. Ainda que eu tentasse, de alguma forma, fingir que estava tudo bem, que estava tudo sob controle, no fundo eu sabia que não era assim. A gente sempre sabe. Tentar bancar a durona para os outros é fácil e eu, modéstia à parte, sei representar muito bem esse papel. Difícil é enganar a si mesmo. Bem que eu tentei. Fiz um esforço tremendo. Mas um simples telefonema fez tudo ruir. Fácil como um castelo de cartas é derrubado com um assopro.


A morte, mais uma vez, ronda a minha família. Definitiva, imponente e dolorosa como sempre. Não há nada que se possa fazer. E esse sentimento de impotência só torna a coisa infinitamente pior - além da distância física, que é grande. A cabeça, o coração e os pensamentos estão contigo, vô. Força velhinho.

O que sobra? Esperar. Esperar, esperar, esperar... E torcer. Torcer para que tudo acabe sem dor, sem sofrimento e que, de alguma forma, consigamos evoluir com toda essa história.


domingo, 15 de maio de 2011

Discutível perfeição

'Por favor, não me idealize
Assim você tá fadado ao deslize
Verdade seja dita
Nada mais me irrita
Do que essa estupidez


É melhor você ter certeza
Tô longe de ser a Madre Tereza
Não pise no meu calo
Ou viro bicho e falo o que não quer ouvir


Admito, eu vivo maquiada
Minha vida é mesmo tão sofisticada
Saiba esse glamour não dura o tempo inteiro
Eu também preciso ir ao banheiro


A princesa também sente, chora, sofre, sonha e ouve não
Eu prefiro a verdade a essa discutível perfeição
A princesa também briga, encrenca, berra e fala palavrão
Me recuso a buscar essa discutível perfeição


Já tá mais do que comprovado
Mentira um dia escorre pelo ralo
Taxada de mimada, Rapunzel aprisionada
Eu nem vou ligar


Mas vê se pelo menos
Mude o texto
Ou tá arriscando o seu emprego
Pense grande, o seu destino é bem maior
Tenha fé
Do que ficar caçando alguém para pegar no pé


A princesa também sente, chora, sofre, sonha e ouve não
Eu prefiro a verdade a essa discutível perfeição
A princesa também briga, encrenca, berra e fala palavrão, mais só se eu quiser
Me recuso a buscar essa discutível perfeição


Preste atenção, tome cuidado
Boca fechada não entra mosquito, diz o ditado
Respeite meus longos anos de estrada
De boba é que eu não tenho nada


A princesa também sente, chora, sofre, sonha e ouve não
Também mente, é inconseqüente, tem preguiça, perde a direção
Porque ninguém nesse mundo é cem por cento
Cheio de razão
Me recuso a buscar essa
Discutível perfeição...'

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Turbilhão de emoções...

Não têm sido fácil. As duas últimas semanas foram completamente doidas. Uma verdadeira montanha-russa de emoções!

Ensaiei uma deprê básica há uns dias, mas nada que durasse mais que três ou quatro dias. É que é tanta correria, stress, preocupação, saudade, expectativa, tudo misturado... Tem hora que dá vontade de sumir mesmo. Aí choro, me fecho (ainda mais) no meu casulo, passo noites e noites em claro... Para no dia seguinte acordar com uma felicidade inexplicável e o coração leve. É meu povo, eu sou assim. Um turbilhão de emoções concentrados em míseros 1,64m!

Para ‘agravar’ a situação, recebi uma notícia maravilhosa anteontem. Estou mega feliz e ansiosa em nível estratosférico. Sério. Não consigo dormir direito, não paro de comer o dia inteiro e a cabeça não se concentra em nada que preste. Tá tenso! Não imaginava que fosse reagir desse jeito... Mas enfim, tenho certeza de que vai correr tudo bem - príncipe correu tanto atrás desse sonho, se esforçou tanto...  Estou profundamente orgulhosa e na torcida, sempre. Ainda mais depois de saber que, mesmo de forma mínima, eu fiz ‘parte disso’. Sem palavras!

E vamo que vamo... Que os próximos 35 dias prometem ainda mais emoções! Haja coração!


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Elas cantam Roberto - Parte I

Falando sério
É bem melhor você parar com essas coisas
De olhar para mim com olhos de promessas
Depois sorrir como quem nada quer

Você não sabe
Mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez
E tenho medo de fazer planos
De tentar e sofrer outra vez

Falando sério
Eu não queria ter você por um programa
E apenas ser mais um na sua cama
Por uma noite apenas e nada mais...

Falando sério
Entre nós dois tinha que haver mais sentimento
Não quero seu amor por um momento
E ter a vida inteira para me arrepender...


Interpretação de Cláudia Leitte: http://www.youtube.com/watch?v=AF3ZsPFfAOM&feature=related

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Brasil é realmente uma piada. E de péssimo gosto!

Li hoje na internet que as contas dos integrantes do grupo de comédia 'Cia. Melhores do Mundo' haviam sido bloqueadas judicialmente depois de uma piada envolvendo uma Universidade. WTF???

Ao que tudo indica, a Universidade Tiradentes (UNIT), de Aracaju/SE, acionou a Justiça após ter sido citada (de maneira a prejudicar a imagem da instituição e aumentar a bilheteria do espetáculo, segundo seus advogados) numa das apresentações do grupo em 2007. A faculdade teria pedido R$200.000,00 de indenização por danos morais, mas a juíza Bethzamara Rocha Macedo considerou o valor abusivo e determinou a multa em R$ 10.000,00. Como o pagamento não foi efetuado no prazo estipulado, ela mandou bloquear a conta de oito integrantes do grupo. Que beleza, não?

O Brasil é um país tido como bem-humorado, mas prova, cada vez mais, o quanto é ultrapassado e hipócrita. É justo condenar uma piada e deixar solta toda essa corja lá de Brasília? É justo bloquear contas e deixar o Renan Calheiros (logo ele!) como membro do Conselho de Ética do Senado? Isso, por si só, já é piada. E das boas!

Não estou aqui para discutir se humor tem limite ou não - até porque isso já é outra história e renderia uma discussão bem polêmica. Na minha opinião, humor tem que ter limite sim (como tudo na vida), mas não é todo mundo que concorda com isso - e, enfim, cada um tem sua própria opinião a respeito. Nego quer fazer piada, zoar, tirar um sarro? Tudo bem, faça do jeito que quiser – afinal, estamos numa democracia, não é mesmo? Mas acho que tem que agüentar o tranco se alguém se sentir prejudicado e resolver acionar a Justiça. Ué Bia, mas você não acabou de dizer que achou um absurdo essa história de bloquear contas? Sim, achei e continuo achando. O que quero dizer é que tudo, sempre, tem dois lados. Da mesma maneira que o cara se acha no direito de fazer piada de determinada pessoa, lugar, acontecimento e etc, a pessoa, a instituição e o que quer que seja, pode se sentir no direito de reclamar. Claro que há casos e casos, situações e situações. Mas toda ação gera uma reação. Simples assim.

Neste caso específico acho que não houve intenção real de prejudicar a tal Universidade. Foi piada pela piada mesmo. Acontece que nem sempre é assim. Tem gente que se esconde sob o pretexto do humor para humilhar, espezinhar, diminuir os outros. E o que tem de gente babaca nesse meio não tá escrito! É nessas horas que o bom senso deve prevalecer.

O que me deixa mais indignada nisso tudo é que, para algumas coisas, a Justiça neste país anda que é uma beleza. Para outras é como se ela nem existisse. Até quando, Brasil?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Obrigada.

Grazy, Marina, Dri, Marsh, Luís, Carol, Felipe, Pri, Camis, Fefa, Jé, Aninha.

Pessoas especiais e importantes, cada um à sua maneira - uns há mais tempo, outros chegando agora. Muito obrigada por tudo nas últimas semanas. Vocês são muito queridos. Achei que deviam saber disso...

Um beijo.

sábado, 23 de abril de 2011

Pessoas que me surpreendem

Em casa, em pleno sábado à noite. É dessa forma triste e degradante (e também muito exagerada) que começo o meu post. Enfim, depois desse rápido desabafo, vamos ao que interessa. Hoje tô aqui para falar de pessoas que me surpreendem – e, neste caso, de alguém que, há muito, vem mudando os meus conceitos. Jamais pensei que esse dia chegaria!



Por uma questão de ‘bom senso’ não citarei nomes. Talvez algumas pessoas descubram de quem se trata (quem me conhece um pouco vai sacar quem é), mas como tem muita gente fofoqueira e desocupada neste mundo, melhor não facilitar.


Eu nunca fui muito com a cara dele, desde o começo. Achava ele meio idiota, meio panacão. E grosso, muito grosso. Isso só piorou depois de um episódio infeliz que rolou há mais ou menos um ano e meio atrás. Minha vontade, na hora, era socar cada centímetro daquela pessoa de mais de 2 metros de altura – e, se tratando de uma das pessoas que eu mais amo no mundo, eu realmente fiquei muito brava. Mas como tudo na vida acontece de maneira maluca e inesperada, me vi contando esse pequeno incidente para o próprio (como eu jurei que faria quando tivesse oportunidade). Ele não só ficou sem graça, como prometeu que se retrataria com a pessoa. Onze meses depois do ocorrido ele se desculpou da maneira mais fofa do mundo. Nunca vi a Fefa daquele jeito; parecia não caber em si de tanta felicidade. Mal sabia ele o tamanho da alegria que havia proporcionado – não só a ela, mas a mim também.


De lá pra cá meu conceito acerca dele mudou muito. Parei para analisar uma série de coisas e me dei conta de que ele não era assim tão horrível e detestável. Muito pelo contrário; ele é um cara extremamente tímido, que se utiliza de alguns artifícios, tais como o humor ácido e capacidade de me deixar sempre sem graça, para driblar essa timidez. No fundo ele é só uma criança grande. Um cara carinhoso, extremamente talentoso, bonito (e isso não é uma cantada barata, é apenas uma constatação), corajoso e polêmico, querido por muitos e detestado por muitos outros. Um cara que me surpreende pelo bom senso (sim, às vezes ele tem bom senso!), pelas idéias que defende e por falar aquilo que todo mundo tem vontade, mas não tem coragem de dizer. Um cara que me fez chorar horrores lendo um post antigo e que faz da minha irmã a pessoa mais feliz do mundo quando se encontram. Nessa história toda o que mais me surpreende é o fato dele não se utilizar de suas tragédias pessoais (que não foram poucas) para se dar bem. No momento mais difícil da sua vida ele teve forças para ir atrás daquilo que acreditava e queria ter como profissão. Hoje está aí, consagrado como um dos melhores na sua área. E com todo o mérito, diga-se de passagem.

Apesar de eu não concordar com um monte de atitudes que ele toma (e tem muita coisa que eu simplesmente não entendo), de não gostar de dar meu braço a torcer e da gente se tratar de uma maneira um tanto quanto peculiar (não conseguimos agir como duas pessoas normais nas vezes que nos encontramos; sempre sai alguma faísca), não tenho vergonha de admitir que acho ele um gênio. Um gênio por vezes sem noção e sem limites, mas ainda assim um gênio. E um gênio que vai longe, muito longe. Seu caminho está apenas começando.


PS.: Certa vez ele me disse que eu não gostava dele. Aliás, ele adora jogar isso na minha cara toda vez que nos encontramos. Só digo uma coisa: a gente só implica com quem a gente gosta. Pense nisso.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crônicas - Parte 1

Caos. Trânsito. Poluição. Loucura. Correria. Cinza. Arranha-céus. Asfalto. Enchentes. Violência. Medo.

Pessoas. Culturas, raças, rostos, gostos diferentes. Uma cidade vibrante, pulsante, que não dorme nunca. Um pedaço do mundo - representado pelos seus mais de 11 milhões de habitantes.

Às vezes uma amostra do inferno na Terra. Outras, uma prévia do Paraíso. Essa é São Paulo. A minha amada, misteriosa, gigante, maluca, assustadora, surpreendente e acolhedora São Paulo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um ano.

Há exatamente um ano você entrava, de forma definitiva e irrevogável, na minha vida. Como passou rápido, não? Parece que foi ontem...

Lembro da toda a tensão, descrença, medo, insegurança, surpresa e felicidade que senti naquela noite. Foi tão inesperado, tão surpreendente que às vezes parece que tudo não passou de um delírio meu. Só me acostumei com a idéia muito tempo depois. E bota tempo nisso!

Acredito que nada acontece por acaso. Se você entrou na minha vida dessa maneira 'tão peculiar', é porque tinha que ser assim. Tinha que acontecer exatamente da maneira que aconteceu - em todos os sentidos. Talvez se eu tivesse agido de outra forma não estaríamos aqui, um ano depois. Muita gente no meu lugar agiria diferente. Muita gente, com certeza, diria que eu desperdicei a 'minha grande chance'. Muita gente daria um braço ou uma perna para estar no meu lugar naquela noite. Mas comigo foi diferente: não me arrependo de nada, de nenhum momento, nenhuma atitude (ou a falta dela) ou coisa que fiz naquela noite.Foi especial justamente porque aconteceu daquela maneira.

Você poderia ter tido muitas posturas diante do que aconteceu. Eu nem sabia o que esperar, mas, com certeza absoluta, jamais esperei me surpreender tão positivamente. Você agiu como um verdadeiro príncipe - daí o seu apelido. Não me julgou, não se ofendeu, não fingiu que nada tinha acontecido. Simplesmente me abraçou e disse para eu não me preocupar. Daí para me apaixonar foi um pulo. Meu Deus, como eu sofri nesse período, nossa... Como eu chorei, me desesperei, senti o coração aos pedaços... Foi muito complicado, muito dolorido. Mas com o tempo, a sua preocupação, atenção e carinho, superei. Hoje posso afirmar, com certeza, que estou muito bem e com o coração em paz.

Talvez você nunca entenda, de verdade, o quanto é importante e especial na minha vida. Talvez não tenha idéia do tamanho do amor, carinho, preocupação, admiração, orgulho que sinto aqui dentro. Talvez não saiba que me preocupo em saber se está tudo bem, se já se alimentou, se está se cuidando, se está dormindo direito...Mas não tem problema. Sinto-me honrada apenas de tê-lo em minha vida. Isso, por si só, já faz toda a diferença do mundo.

Obrigada por tudo. Pelo carinho e atenção de sempre, pelos sorrisos tão verdadeiros, pelas conversas, pelas bobagens (e quantas!), pela torcida, pelos elogios, pelos momentos felizes e únicos que só você me proporciona. Que venham mais anos, príncipe!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Amor, o ridículo da vida


'E eu concluí, no repente, que o amor é simplesmente o ridículo da vida.' (RFC)


terça-feira, 29 de março de 2011

Volta por cima

Sabe aquela sensação de alívio que você sente ao constatar que, mesmo depois de tanto sofrer e de tanto se machucar, conseguiu se libertar daquele sentimento que te sufocava? Pois bem. Depois de alguns meses de coração partido e de muitas lágrimas, pude ter essa sensação no último fim de semana. 


Vê-lo ainda me provoca certos arrepios na espinha e faz o coração dar aquela aceleradinha básica. Mas não dói mais. E nem dá aquela sensação de profundo vazio quando você vai dormir. Acho que depois que tu aprende a separar sentimento de atração física (e olha que deu um trabalho danado!), a coisa fica mais fácil. Hoje eu sei disso. Mas penei muito para superar essa situação toda - foram muitas noites mal-dormidas, muitos choros no travesseiro, muito medo de não conseguir esquecer. Entretanto, como diria minha querida mãe, nada como um dia após o outro. O tempo sempre ajuda a curar as feridas!


O lado bom de tudo isso? Comprovar que ele é realmente um Príncipe, com P maiúsculo. Um cara do bem, que se preocupou comigo desde o início - mesmo sem ter culpa de nada - , que me deu força para ir atrás da minha felicidade e que, mesmo hoje, depois de tudo superado, não 'me abandonou'  nem mudou o seu jeito em relação a mim. Descobri um cara bacana, um amigo querido - mesmo quando ele faz umas observações, perguntas e/ou elogios que me deixam sem a menor reação. Um cara meio doido, mulherengo, safadinho (!), mas de um coração e bondade enormes. E isso para mim não tem preço! 


Sei que mais cedo ou mais tarde você vai acabar lendo esse post. Então, para que não reste dúvida: eu estou bem. De verdade mesmo. Aprendi contigo que, por mais que queiramos algo, se não for para ser, não será. Temos mais é que gostar de quem gosta da gente! Tenha a certeza de que torço muito para que encontre alguém que te faça feliz, da maneira que você merece. Uma hora a sortuda aparece, pode escrever!




PS.: Fique tranquilo: você continuará sendo o princípe mais gato, sexy e gostoso do mundo para mim, tá? Afinal, eu tenho um puta mal gosto! haha... 


Te amo.

domingo, 20 de março de 2011

Desabafo

O mundo tem me cansado muito ultimamente. É tanta violência, tanto preconceito babaca, tanta intolerância, falso moralismo, hipocrisia, falta de respeito... Tanta gente sem nada na cabeça, sem nenhum ideal para acreditar e defender... Está difícil, muito difícil.

Você sai para trabalhar ou estudar e não sabe se vai voltar vivo para casa. Não existe mais lugar seguro; shopping, restaurante, banco, escola, loja, supermercado, qualquer lugar - seja na Zona Sul ou na Zona Leste – oferece riscos. Não há mais exceção. Bom, se nem em casa estamos a salvo, imaginem na rua...

Além desse tipo de violência (a armada), outro tipo dela também vem crescendo e se espalhando de uma maneira absurda e perigosa: aquela violência vinda através da intolerância, do preconceito, da discriminação (seja ela racial, sexual, religiosa e/ou social). Hoje nego mata por qualquer briguinha ou por mero desentendimento.  Você me fechou no trânsito? Bala! Me olhou torto na rua? Bala! Gosta de uma banda X ou torce para o time rival? Bala! É homossexual? Bala! Cara, aonde é que nós vamos parar? Isso tudo vale realmente a pena? Será que não é mais permitido cada um ter suas preferências e ser feliz e, acima de tudo, respeitado por isso?

A tão sonhada ‘liberdade’ é algo cada dia mais distante e tem seu preço para ser alcançada. Estamos cada vez mais enterrados em nossas ‘bolhas particulares’.  Se não nos trancamos em casa com medo de sermos seqüestrados ou assaltados - e assim corremos o risco disso de fato acontecer- também não temos coragem de sair por aí com a camisa do nosso time do coração ou temos vergonha de assumir que gostamos sim daquela banda que todos acham ruim. E o medo de sofrer algum tipo de represália? Meu Deus, isso lá é vida para alguém?

Sabe o que falta no mundo? Amor. Tolerância. Respeito. No dia em que o ser humano for capaz de amar, tolerar e respeitar, o mundo será bem diferente. Espero que o mundo se dê conta disso antes que seja tarde demais... 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

'O amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência. É assim que é o amor. E é assim que eu te amo. Sem entender nada. Mas imaginando tudo.'




Frase tirada da novela 'A lua me disse', exibida pela Rede Globo em 2005. Cena inesquecível do incrível Wagner Moura e a talentosa Adriana Esteves (o casal Heloísa e Gustavo).

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A vida é mesmo muito louca. Como uma pessoa, que você conhece há menos de um mês, quase não fala com ela, de repente, numa conversa informal, te faz parar e reavaliar tanto o rumo que você está dando à sua vida? Juro que, num primeiro momento, fiquei realmente incomodada com essa situação. Como um estranho pode se ‘intrometer’ na minha vida e ainda se achar no direito de questionar as minhas decisões? Depois, com a cabeça mais fresca, percebi que as coisas, vistas de fora e por pessoas que aparentemente nada têm a ver com as suas escolhas pessoais, são mais fáceis de serem resolvidas.


Acredito que ele não tenha a menor idéia do quanto a nossa rápida conversa foi importante para mim. Pode ser que, por alguma razão, ele tenha surgido para me ajudar de certa maneira. Também pode ser que não; que ele tenha apenas dado o seu ponto de vista sem maiores pretensões e eu esteja viajando na maionese. Pode ser um milhão de outras coisas. Enfim, aguardemos as cenas do próximos capítulos...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Loucura?

Alguma coisa, algo que não sei bem explicar, não está bem. Esse vazio é tão, tão grande... Uma sensação de estar sufocando, de não conseguir botar as idéias em alguma ordem que faça sentido... Sensação realmente estranha, talvez potencializada pelo barulho do violão ou pelos momentos (não poucos) de completa quietude. Não sei do que se trata, mas espero que passe logo. Parece que vou enlouquecer.